quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Não, não e não!


Eu sou daquele tipo de pessoas que não sabe dizer que não. É horrível, eu nunca digo que não a nada. Se me convidam para sair, para uma festa, para a praia, eu digo sempre que sim, mesmo estando a morrer de vontade de ficar em casa a vegetar.

Mas nestas situações até acaba por não ser muito preocupante, até porque acabo sempre por me divertir muito. O pior são mesmo aquelas situações do “emprestas-me um livro/ CD/ qualquer merda?”. É que eu não tenho coragem de dizer que não, mas sei que nunca mais vou ver a coisa que acabei de emprestar.

E é por isso que detesto quando me pedem livros em minha casa, porque os tenho ali à mão e vou ter que os emprestar. Se não for em minha casa não há problema, acabo sempre “inconscientemente” por me esquecer de os levar.

É isto e velhotas nos supermercados que pedem para passar à frente na fila porque só levam um pacote de bolachas Maria. Estou eu ali há meia hora na fila, cheia de pressa, e a velhota, porque só leva uma ou duas coisinhas pede para passar a frente. No meu cérebro ecoa a frase “Não caralho!!!” mas faço o meu maior sorriso e digo “Sim, pode!”. E acabo por ficar mais meia hora na fila porque a velha se põe a falar com a empregada da caixa e a fazer perguntas da família e do cão.

Enerva-me ser assim, tenho que aprender a dizer NÃO. Próxima velha que me aparecer no Modelo só para passar as tena lady vai ter que esperar pela vez!

E sim, eu sei que estou um bocado malcriada, mas isto enerva-me mesmo...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

As crianças são fantásticas


Ontem disse ao meu irmão, de 9 anos, que o Mister Bean teve um acidente de carro.
Sabem qual foi a resposta dele?
“Pois, não admira nada, da maneira que ele conduzia já se sabia que algum dia ia dar mal. Até metia as mudanças com uma corda e prendia as malas a passar outra corda a volta das portas…”

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Famílias grandes

Estás a ver aquele gelado que deixaste no congelador para comer daqui a 10 minutos? Boa sorte….

Pedido especial

Eu queria pedir aos indivíduos que têm vindo aqui parar à procura do contacto da D. Noémia (A vidente que foi ao Boa Tarde) que não me lancem bruxedos por eu não ter acreditado em nada do que aquela senhora/vidente/bruxa/curandeira ou o que for disse.
Além disso não pega porque eu também não acredito em bruxedo, vai ser tempo perdido e dinheiro mal gasto...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Acreditar em espiritos

Hoje à tarde na SIC, mais propriamente no programa Boa Tarde, apresentado pela tia Conceição Lino, falaram de espíritos.

Eu não acredito e não compreendo muito bem as pessoas que acreditam, principalmente as mais jovens. Talvez por ser mais ligada às ciências e achar que há uma explicação para tudo, em alguns casos ainda não descoberta, mas que não tarda muito a saber-se.

Só comecei a ouvir o que diziam quando já estava uma senhora, já de idade, a contar a história de uma amiga que tinha sido possuída por um “magano” (ler com aquele sotaque alentejano fofinho).

Juro que não sei porquê, mas pelo que ouvi o que a amiga dela teve primeiro foi um inicio de depressão “fechou-se em casa e já não visitava tanto as amigas” e depois a senhora apresentou um quadro de epilepsia “primeiro parecia um corpo morto, depois tremia toda e não conseguia controlar o corpo”. Para mim, isto não é nem nunca foi um problema para ser resolvido por bruxas ou videntes, ou lá o nome que quiserem ter. Isto é uma doença que tem um nome, epilepsia, e que pode ser tratada.

Mas a melhor parte do programa foi no final, uma vidente que não cobra pelas consultas e que disse esta frase “já o meu pai dizia que há-de vir o tempo em que vão ser os mortos a matar os vivos. E está-se a ver muito agora” 

Já há muito que não me ria tanto com um programa deste género, mas acreditem que valeu a pena. Assim como ir até ao site do programa a procura do video e ver comentários deste género:



desde ja parabéns pelo programa...... sou de peniche tenho 31 anos e em garoto fiz o chamado pacto com o diabo....desde entao a minha sorte mudou ja fui a varias cartomantes ..mas todas dizem o mesmo k para me livrar disto so com varias rezas e todas me pedem balurdios de dinheiro por isso nao sei se e verdade ou mentira mas k sinto
muitas das coisas k dizem sinto gostava de saber se a senhora noemia pe pode ajudar visto ser de borla ..muito obrigado




Ola boa tarde,
Também gostava se possível de saber os contacto da Sra. Noémia, pois depois ouvir a o vossa convidada fiquei a perceber que algumas coisa "paranormais" podem ter uma razão e esplicaçao ..
Cumprimentos



Sempre que alguém me tenta convencer que os espíritos existem e essas tretas todas, parece-me que me descrevem um quadro clínico de epilepsia ou de outra doença de ordem psicológica. E eu tenho que me rir, não consigo mesmo controlar. Parece-me inconcebível que em pleno século XXI ainda haja quem acredite em demónios e espíritos. Mas quê? Andam a ver muitas series e livros de vampiros? Ou é a outra, em que a gaja fala com fantasmas e ajuda-os a encontrar a luz? Minha gente, isso é ficção!

É oficial...

...aqui por estes lados o Verão tirou férias

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mais um bocado e tenho o canil em casa

Tenho um novo hóspede aqui em casa, o Hulk. O Hulk é um Basset Hound enorme, de um ano e meio. Tem umas orelhas enormes, baba-se muito, adora acordar-me de manhã com uma lambidela, quase me faz cair todos os dias ao passar por mim a correr, leva-me de arrasto sempre que o vou passear e já me rebentou um par de chinelas porque queria ir à água na praia. O senhor Hulk adora dormir, no sofá, na cama, em cima da Caracóis…tanto faz o sítio.
No inicio não se dava muito bem com o Aleixo, mas agora já são amigos e até já é o pequeno que morde no grande. Já a Rita, como é óbvio, não gostou muito da ideia de ter um cão daquele tamanho em casa. Desertou a bichinha, só aparecia no quintal, nas horas de comer. Pedia mimo, colo, e depois de estar um bocadinho comigo ia embora outra vez. Agora já entra de novo em casa. Bufa ao Hulk e fica muito quieta a minha beira, mas já não foge.
A questão agora é se o Hulk fica ou não aqui em casa.
O Hulk foi comprado ainda pequenino por um casal. Foi separado da mãe, dos irmãos e da família que conhecia. Passou a morar com esta nova família e habituou-se a eles. Era mimado e acarinhado e tinha tudo o que queria.
Os novos donos do Hulk chatearam-se e acabaram por se divorciar. O Hulk, talvez por ser uma recordação daquele casamento já não era bem-vindo nem na casa de um nem na casa do outro. Novamente o cão ficou sem família.
Arranjaram novo dono, uma jovem amiga do casal. Já estava habituado à nova dona e à casa quando esta decide que vai para a universidade. Para poder estudar, a jovem tem que morar num apartamento onde não pode ter o animal.
Arranja-se então novo dono para o Hulk. Desta vez uma família grande, que já tem um cão e uma gata. Depois de saber a história do Hulk, os pais da Caracóis, tão moles como ela, ficam com o cão uma semana “só para ver se ele se habitua à casa, à gente e aos outros dois bichos…”
Bem, é complicado ter um cão grande, que suja tudo, que parte coisas, que é preciso passear todos os dias e tem a força de um touro e que ainda não se dá nada bem com a minha Rita… Mas é ainda mais complicado dizer que não ficamos com o cão e que ele vai ter que ir para outra família.