segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não me contem...mesmo que eu pergunte

Não percebo muito bem porquê, mas as pessoas têm tendência a abrir-se comigo no que respeita a situações amorosas. É um amigo a contar como acabou com a namorada mas ainda gosta dela, é outro a dizer que foi traído pela namorada, é mais uma amiga, que nem é assim tão amiga, a contar como o namorado é no sexo, é mais um amigo a contar que está a pensar trair a mulher e a pedir opinião e por aí fora.
Claro que ao ouvir algumas coisas, a minha curiosidade mais que aguçada, também vem ao de cima e eu quero chegar bem ao fundo do problema, e pergunto até não poder mais ou até a pessoa se sentir incomodada com o interrogatório. Não consigo evitar...mas quando for assim, não me contem.
O pior é que eu não aguento assim tanta informação e, às vezes fico chocada demais com a pessoa (não que eu seja uma santinha, porque estou bem longe disso), mas incomoda-me depois olhar para certos casais, saber o que sei, e deixar que continuem juntos ou separados, principalmente quando são ambos meus amigos.
Acho que as pessoas são assim porque não comunicam, é tudo um problema de comunicação e cooperação.
Se, por exemplo, ao invés de A dizer a B que gosta muito dela/e mas que não está feliz com a relação e que quer terminar (ou, em outros casos, trair sem aviso prévio), dizer porque é que não está bem e tentarem ver juntos uma solução para o problema, era tão mais fácil.
Se eu fosse a vocês para a próxima não confiava tanto em mim…qualquer dia abro a boca e há pessoas chateadas e outras felizes, em compensação.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A televisão portuguesa

Hoje vou falar das telenovelas portuguesas, mais precisamente daquelas que têm miúdos ricos e mimados como personagens principais e uma escola privada como cenário. Ou seja, novelas em que o enredo é um bando de pitas histéricas que andam sempre atrás daquele puto armado em bom, que parece um pau de virar tripas que anda com as calças mais largas e mais abaixo da cintura que conseguir, em que a história se passa nos intervalos de um colégio e o número de series quase ultrapassa o número de roupa que tenho no armário.
Uma coisa que tenho reparado é que nunca há putos feios, com borbulhas ou óculos, que quando eu andava no liceu eram as carradas. Ou não os aceitam nestas escolas, que acho pouco provável uma vez que supostamente os paizinhos são ricos, ou, a explicação mais plausível, os actores contratados são os mais bonitinhos que aparecem nos castings ou modelos. E, claro, como estamos em Portugal, entram também os filhos do amiguinho do produtor, que mete uma cunha, e, caso não sejam modelos, ficam com papéis do género “a feiinha que não consegue arranjar namorado” ou “a menina gorda que sofre de distúrbios alimentares”.
Ora como era de prever, ser bonito e bom actor é para poucos e aí fica explicada a qualidade das novelas. Agora que sejam todos um bocadinho estúpidos é uma coisa que me faz confusão.
Onde é que já se viu um jovem alinhar numa novela em que os únicos objectivos são denegrir a imagem dos estudantes e incitar os mais pequenos (que vêm aquelas personagens como ídolos) a querer entrar numa escola privada em que nunca vêm os pais?
É que, caso não tenham reparado, sempre que dá a novela eles estão em intervalo ou faltaram as aulas…é raro aparecerem em aulas ou numa biblioteca a estudar. Não têm testes, exames e trabalhos?
Eu tinha, e não tinha tanto tempo de intervalo e pasmem-se, eu estudava com livros há minha frente (pouco, é certo, que nunca fui muito de enfiar a cabeça nos livros…mas tinha notas altinhas ainda que estudasse só na véspera dos testes). Pois, deve ser esta a diferença entre andar numa escola pública e estudar para conseguir alguma coisa na vida ou numa privada e o paizinho pagar as notas.

Os quatro canais

Tenho pena que nem toda a gente tenha dinheiro ou disponibilidade para ter TV cabo em casa e poder ver mais que aqueles quatro canais a que estamos habituados.
Actualmente não tenho TV cabo em casa porque pouco tempo perco em frente aquela caixa preta chamada televisão. No entanto, ultimamente tenho estado com insónias, e para ver se ganhava sono, uma destas noites liguei a TV.
Até Às 4.30h da manhã há filmes de todos os tipos e cada um pior que outro e até uma novela da SIC. Depois desta hora, uma pessoa que queira ver TV ou vê as televendas ou um programa do género “quando o telefone toca”.
Assim há duas opções: ou assistem a uns tipos todos musculados a tentar vender porcarias, que ninguém compra e que toda a gente sabe que é treta, e que dizem a palavra “fantástico” aí umas 50 vezes por publicidade; ou assistem a passatempos que não dão pica nenhuma e em que a gaja que apresenta dá mais pistas do resultado que o Magalhães nos jogos para crianças.
Bem, no primeiro caso penso que a categoria é humor pois aquelas dobragens bem sincronizadas e piadas secas só me fazem rir, no segundo já considero pornografia porque a gaja mostra quase tudo excepto os seus dotes como apresentadora de um programa de TV.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Caracois Dourados e os três ursos

Era uma vez três ursos que moravam juntos numa linda casinha, no meio da floresta.
O primeiro era um urso pequenino, o segundo era um urso médio, e o terceiro, um urso muito grande. O primeiro tinha uma voz fininha, o segundo tinha uma voz média e o terceiro, uma voz muito grossa.
Cada um deles tinha um prato para a sopa. O urso pequeno tinha um prato pequenino, o urso médio, um prato médio e o urso grande, um prato grande.
Cada um deles tinha também uma cama e uma cadeira. A cama e a cadeira do ursinho eram pequeninas, a cama e a cadeira do urso médio eram médias e a cama e a cadeira do urso grande eram grandes.
Uma bela manhã, os três ursos foram passear pela floresta, deixando a sopa a arrefecer nos três pratos sobre a mesa. E, enquanto passeavam, uma menina chamada Caracois Dourados apareceu em frente da casita. Era a primeira vez que ela via uma casa tão engraçada.
Cheia de curiosidade, espreitou pela janela e, depois, pelo buraco da fechadura…
Não vendo ninguém, Caracois Dourados empurrou a porta e entrou. Encontrou a sopa, muito apetitosa, a arrefecer sobre a mesa.
Caracois Dourados estava cheia de fome e resolveu comer um pouco daquela sopa apetitosa. Provou primeiro a sopa do urso grande, mas estava muito quente. Provou a sopa do urso médio, mas estava muito fria. Pegou, então, no prato do urso pequeno e provou a sopa. A sopa do urso pequeno estava morninha… Caracois Dourados achou-a tão boa que comeu a papa toda sem deixar nada.
Em seguida, Caracois Dourados sentou-se na cadeira do urso grande, mas achou-a dura de mais.
Sentou-se, então, noutra cadeira, a cadeira do urso médio, mas achou-a mole demais.
Finalmente, sentou-se na terceira cadeira, a cadeira do urso pequenino, e a esta não a achou nem muito dura nem muito mole, mas exactamente como convinha. Quis baloiçar-se um pouco nela…
Mas o pé da cadeira partiu-se e eis Caracois Dourados de costas no chão e pernas para o ar! Levantou-se, subiu a escada e entrou no quarto de cima, onde estavam as camas dos três ursos.
Levantou-se e dirigiu-se para o quarto. Começou por se deitar na cama do urso grande, mas era muito alta para ela. Deitou-se depois na cama média, mas era ainda grande demais. Deitou-se, por fim, na cama pequenina e esta era precisamente à sua medida. Caracois Dourados enfiou-se por baixo da manta e adormeceu profundamente.
Entretanto, os três ursos voltaram para casa. Caracois Dourados deixara a colher no prato do urso grande. Alguém mexeu na minha sopa, disse o urso grande, com a sua voz grossa. Alguém mexeu na minha sopa, disse o urso médio, com a sua voz média. Alguém mexeu na minha sopa e comeu-a toda, exclamou o urso pequenino com a sua voz fininha e com vontade de chorar…
Que é que os ursos viram então? A almofada da cadeira grande não estava no lugar. Alguém se sentou na minha cadeira, disse o urso maior, com a sua voz grossa. Alguém se sentou na minha cadeira, disse o urso médio, com a sua voz média. Hi, hi, hi! Alguém se sentou na minha cadeira e partiu-lhe uma perna, chorou o urso mais pequenino, com a sua voz fininha.
Então os ursos subiram para o seu quarto. A almofada do urso grande estava aos pés da cama. Alguém se deitou na minha cama, disse o urso grande, com a sua voz grossa. Alguém se deitou na minha cama, disse o urso médio, com a sua voz média. O urso pequenino olhou, também, para a sua cama: a almofada estava no seu lugar mas sobre ela qualquer coisa brilhava. Eram… os cabelos de Caracois Dourados.
Mesmo a dormir, Caracois Dourados bem ouviu a voz grossa do urso grande, mas pensou que era o ruído de um trovão. Bem ouviu, a seguir, a voz média do urso médio, mas pensou que era o barulho do vento. Finalmente, a vozita do urso pequenino era tão aguda que a acordou. Sentou-se a esfregar os olhos e viu os ursos mesmo à sua frente.
Cheia de medo, saltou da cama e correu para a janela. A janela estava totalmente aberta, porque os ursos nunca a fechavam quando, de manhã, saíam do quarto. Como não era muito alta, Caracóis Dourados pode saltá-la. Escapando-se muito ligeira, voltou para junto da mãe e nunca mais voltou a fugir para a floresta.

Caracois Dourados

Bem, antes que alguém pense que o nome do blog serve para idolatrar os meus caracois, gostaria de deixar aqui registado que embora tenha caracois, os meus não são dourados.
Sei bem que ninguem lê isto, mas pronto, só para nao pensarem mal da minha pessoa se por aqui passarem...
O nome surgiu de uma brincadeira com a minha irmã por causa da historia infantil "Caracois Dourados e os três ursos" e de uma situação em que me meti que apresentava algumas semelhanças à historia.
Para quem nao conhece a historia esperem pelo proximo post

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Pingo Doce

Só uma pergunta: Para quando uma publicidade do Pingo Doce sem músicas irritantes e que ficam no ouvido o dia todo?

Previsões 2011

Se há coisa que me irrita profundamente, a mim, que até sou uma pessoa muito tolerante, são as previsões que certas pessoas fazem todos os inícios de ano.
É certo e sabido que todos os anos há sempre pelo menos um bruxo, do género "professor Karamba" a falar das previsões do ano a seguir. Este ano ainda só vi um senhor destes a apresentar as suas previsões. Duas delas, as que fixei, foram prever uma grande catástrofe no planeta e o Cavaco Silva ganhar as próximas eleições.
Bem, tive que me rir, não aguentei mesmo...
Toda a gente sabe que todos os anos há grandes desastres: sismos, furacões, tornados, cheias, vulcões e por ai fora. Assim como as sondagens apontam para a vitória do Cavaco, que, com muita pena minha e sem o meu voto, é mesmo capaz de vencer estas eleições.
Ora assim também eu prevejo coisas para o ano de 2011. A primeira é que muitas pessoas vão morrer de acidentes nas estradas portuguesas e outra é que a Maya vai continuar a ser astróloga/taróloga/bruxa...
Afinal também tenho a minha parte de professor karamba!!!